Novo modelo de nota fiscal entra em fase de testes e exige atenção imediata das empresas

A Reforma Tributária brasileira avança com o início da fase de testes da nova Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), que já está disponível para uso opcional a partir de julho/2025. A medida marca o primeiro passo prático rumo à implementação do novo sistema tributário, que será implantado gradualmente até 2033 e impactará mais de 27 milhões de CNPJs ativos no país.

O que muda na NF-e?

A nova nota fiscal passa a incorporar dois tributos inéditos:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – de competência federal
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – compartilhado entre estados e municípios

Ambos seguem o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e substituirão PIS, Cofins e parte do IPI, com o objetivo de simplificar a arrecadação e eliminar a cumulatividade.

“A fase de testes é uma oportunidade para identificar impactos operacionais e fazer os ajustes necessários. As empresas que se anteciparem sairão na frente”, destaca Thais Borges, diretora comercial da Systax.

Cronograma de implementação

  • Julho/2025: início dos testes da nova NF-e (preenchimento opcional dos campos de CBS e IBS)
  • Janeiro/2026: preenchimento obrigatório dos novos tributos na NF-e
  • Julho/2025: lançamento do projeto-piloto da CBS com 500 empresas convidadas
  • 2026 a 2033: transição gradual do sistema atual para o novo modelo tributário

Riscos da não adaptação

Empresas que não se prepararem podem enfrentar:

  • Falhas na emissão de documentos fiscais
  • Descumprimento de obrigações acessórias
  • Interrupções operacionais

O que as empresas devem fazer agora?

Segundo especialistas, a transição exigirá:

  • Atualização de sistemas de gestão (ERP)
  • Adoção de novos softwares fiscais
  • Integração entre áreas de TI, contábil e fiscal
  • Diagnóstico dos processos impactados
  • Treinamento das equipes envolvidas

“A comunicação entre as áreas será essencial. Empresas que se prepararem antecipadamente terão vantagens operacionais e estratégicas na nova realidade tributária”, afirma a advogada Ariane Guimarães.

Fonte https://www.jornalcontabil.com.br/

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